{"id":148,"date":"2003-02-06T22:14:26","date_gmt":"2003-02-06T20:14:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.doscaballos.org\/?p=148"},"modified":"2003-02-06T22:14:26","modified_gmt":"2003-02-06T20:14:26","slug":"boletim-informativo-fevereiro-de-2003-nucleo-2cv-de-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/2003\/02\/06\/boletim-informativo-fevereiro-de-2003-nucleo-2cv-de-coimbra\/","title":{"rendered":"BOLETIM INFORMATIVO &#8211; Fevereiro de 2003 (N\u00facleo 2CV de Coimbra)"},"content":{"rendered":"<p>El N\u00daCLEO 2CV DE COIMBRA ha tenido la gentileza de enviar su bolet\u00edn informativo correspondiente al mes de Febrero, para conocimiento sobre las actividades de este Club, en especial sobre Eco-Raide Picos de Portugal Ger\u00eas-2003<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>BOLETIM INFORMATIVO &#8211; Fevereiro de 2003<\/p>\n<p> O ECO-RAIDE AO GER\u00caS EM 2CV RELATO DE VIAGEM <\/p>\n<p> No \u00faltimo fim de semana de Janeiro, o N\u00facleo 2CV de Coimbra e por ocasi\u00e3o do seu Anivers\u00e1rio, organizou mais este Raid, na linha daquilo que j\u00e1 nos habituou ou seja, a descoberta de novos trilhos (\u201cpiste\u201d, como dizem os bicavalistas franceses), inseridos em formid\u00e1veis paisagens, fraterna camaradagem (com deliciosos piqueniques \u00e0 beira das barragens transmontanas) e sobretudo com muita condu\u00e7\u00e3o em 2cv, que no fundo \u00e9 o que move os fundamentalistas destes (aparentemente) anacr\u00f3nicos autom\u00f3veis. <br \/>Basta referir o \u201centusiasmo\u201d (p\u00e9 na t\u00e1bua, sejamos francos) com que os 2 CV atacaram o sinuoso tro\u00e7o R\u00e9gua\/Vila Real, que \u00e9 de facto uma sucess\u00e3o de cotovelos (exactamente como se fora uma fiada daquele tipo de massa italiana) e em que estas viaturas de perna longa, elasticamente inclinados a cada curva, proporcionam um carrocel de emo\u00e7\u00f5es que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontrar em nenhum dos actuais autom\u00f3veis, salvo o caso das motas, mas a\u00ed &#8230; a inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 ao contr\u00e1rio. <br \/>Nesta, aparente, louca cavalgada feita \u00e0 noite e em fila indiana compacta, a cada curva s\u00f3 temos olhos para as pernas (desnudadas at\u00e9 cima) dos tr\u00eas 2CV\u2019s que nos antecedem, ou seja, os arcos das suspens\u00f5es traseiras a trabalharem esticam at\u00e9 mais n\u00e3o poder. <br \/>Impressionante tamb\u00e9m \u00e9 o facto de que nesta e outras cavalgadas, praticamente todos os condutores aguentam o ritmo e sem desfalecimentos, tenham eles 20 anos (os jovens tamb\u00e9m aceleram nos 2CV, pois ent\u00e3o) ou tenham eles 74 anos de idade, como \u00e9 o caso do Tom\u00e9, de Mort\u00e1gua e daqui lhe tiro o chap\u00e9u pela juventude da sua impec\u00e1vel e rapid\u00edssima condu\u00e7\u00e3o, numa idade em que muitas pessoas ou s\u00e3o um perigo a conduzir ou pura e simplesmente querem sopas e (um merecido) descanso. <\/p>\n<p> S\u00e1bado de manh\u00e3, sa\u00edmos de Vila Real em direc\u00e7\u00e3o a Norte, (sobre um frio respeit\u00e1vel e com neve na serra do Alv\u00e3o), passando por Vila Pouca de Aguiar, Boticas, inflectindo ent\u00e3o para Oeste em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 Barragem do Alto Rabag\u00e3o, onde piquenic\u00e1mos partilhando lanches. Acabado o piquenique, fez-se uma fogueira para queimar o lixo, ao bom estilo Eco-Raider, o que tamb\u00e9m amenizou o frio envolvente e aproveit\u00e1mos ainda para queimar parte do lixo que alguns incivilizados deixaram no local. <br \/>\u00c9 lament\u00e1vel o procedimento deste tipo de gente que grosseira e desnecessariamente, vai conspurcando s\u00edtios id\u00edlicos do nosso Pa\u00eds. <\/p>\n<p> \fNovamente rum\u00e1mos a Norte em direc\u00e7\u00e3o a Pit\u00f5es das J\u00fanias, encontrando pelo caminho algumas estradas ladeadas de neve. Pr\u00f3ximo desta aldeia, com a serra do Ger\u00eas em pano de fundo, cruz\u00e1mos com alguns cavalos que andavam \u201ca monte\u201d e ent\u00e3o o Liberal fez soar o relinchar da buzina do seu 2CV, tendo obtido v\u00e1rias respostas,&#8230; no mesmo tom. <\/p>\n<p> Continuando para Norte, entr\u00e1mos em Espanha (por uma estrada mais que secund\u00e1ria) passando por Calvos, inflectindo depois para Mui\u00f1os. Posteriormente rom\u00e1mos a Sul e ao longo das Barragens das Conchas e do Alto Lindoso (que entra por Espanha dentro). <br \/>Esta estrada e \u00e0 medida que nos aproxim\u00e1vamos de novo da Serra do Ger\u00eas (vertente Norte), come\u00e7a a subir acentuadamente, logo, mais curvas em cotovelo. <\/p>\n<p> A paisagem \u00e9 esmagadora, n\u00e3o s\u00f3 pelo penedio envolvente, mas mais pela altitude das Serras que parecem precipitar-se sobre a estrada. H\u00e1 gargantas e encostas com centenas de metros de altura, de onde se precipitam verdadeiras rios em cascata e n\u00e3o \u00e9 um aqui e outro acol\u00e1, s\u00e3o mesmos muitos. Ali\u00e1s, a \u00e1gua \u00e9 uma constante no Ger\u00eas, pelo menos nesta \u00e9poca do ano. <\/p>\n<p> Passada a Portela do Homem, onde (ainda) se faz sentir a omnipresen\u00e7a do posto fronteiri\u00e7o de ent\u00e3o e hoje abandonado, com as respectivas instala\u00e7\u00f5es em degrada\u00e7\u00e3o (quer do lado de Espanha, quer do lado de Portugal), inicia-se a descida at\u00e9 \u00e0s Caldas do Ger\u00eas, por uma das estradas mais belas e sinuosas do Pa\u00eds. Nesta \u00e9poca do ano, prevalece na floresta\u00e7\u00e3o adjacente \u00e0 estrada a imagem dos carvalhos despidos de folhagem, como se tratasse de uma floresta morta ou petrificada e em que a densidade da mesma ainda a torna mais inquietante, fazendo-nos lembrar o ambiente recriado por alguns filmes, como o Parque Jur\u00e1ssico. Felizmente que o p\u00f4r do sol \u00e9 extraordin\u00e1rio, magn\u00edfico e o que se lhe queira acrescentar, pois os tons viol\u00e1ceos\/alaranjados intensos, recortados contra as vertentes montanhosas e as nuvens, s\u00e3o verdadeiramente \u00fanicos. <\/p>\n<p> A descida at\u00e9 \u00e0s Caldas do Ger\u00eas \u00e9 outra epopeia de condu\u00e7\u00e3o em 2CV e que desta vez \u00e9 feita devagar, para apreciar a paisagem, mas na qual se utiliza muito pouco o trav\u00e3o, j\u00e1 que a boa t\u00e9cnica de condu\u00e7\u00e3o nestes autom\u00f3veis reside no balancear da acelera\u00e7\u00e3o\/desacelera\u00e7\u00e3o ajustada \u00e0s descidas, mas prioritariamente atrav\u00e9s do uso da \u201ccaixa\u201d ( de velocidades). <\/p>\n<p> Chegados ao Hotel Universal e logo introduzidos no sal\u00e3o\/p\u00e1tio interior, que \u00e9 tamb\u00e9m um espect\u00e1culo para a vista, apreci\u00e1mos de imediato e com muito agrado a excelente e grande lareira, a trabalhar em pleno. Este Hotel, foi recentemente submetido a obras de remodela\u00e7\u00e3o as quais respeitaram, no entanto, a sua tra\u00e7a de fins do s\u00e9culo XIX. <br \/>Com efeito, o trabalho de arquitectura de interiores no grande sal\u00e3o, \u00e9 not\u00e1vel e respira-se um ambiente a Arte Nova. As colunas em ferro fundido (tipo antigos candeeiros de rua) que suportam os corredores de acesso aos quartos dos pisos superiores, s\u00e3o completadas com rendilhados de ferro fundido (entre elas) que ainda hoje ostentam as letras G H U &#8211; Grande Hotel Universal, ou seja, bem ao estilo da \u201cBelle \u00c9poque\u201d.<\/p>\n<p> \fFoi neste ambiente e com a bandeira do N\u00facleo em \u201cpano de fundo\u201d, que decorreu a Assembleia Geral para aprova\u00e7\u00e3o de contas do exerc\u00edcio de 2002 e para a apresenta\u00e7\u00e3o do programa de Raid\u2019s para o corrente ano, onde sobressai obviamente o pr\u00f3ximo Raid a Portugal (de 1 a 10 de Maio), organizado pela N.O.R.E.V., Baroudeurs de Noyal &#8211; Sur &#8211; Vilaine , Bretanha, Fran\u00e7a. Esta ser\u00e1 a quarta visita (em oito anos), que este intr\u00e9pido clube Bret\u00e3o far\u00e1 a Portugal, sempre apoiado pelo N\u00facleo 2CV de Coimbra, e que no seu C.V. averba Raid\u2019s \u00e0 Maced\u00f3nia, Marrocos, L\u00edbia, Turquia\/S\u00edria, etc.<\/p>\n<p> A exemplo do \u00faltimo \u201c Raid des Barroudeurs au Portugal\u201d, realizado em Maio de 2001, o \u201croad- book\u201d \u00e9 tra\u00e7ado segundo levantamentos feitos pelo N\u00facleo e esta foi a principal raz\u00e3o deste Eco-Raid ao Ger\u00eas. Note-se que a N.O.R.E.V., co &#8211; financiou a reconstru\u00e7\u00e3o da nossa 2 CV &#8211; AK 400 e com a adapta\u00e7\u00e3o do Kit-Aventure da Citroen (refor\u00e7o para todo o terreno). Esta carrinha de apoio aos Raid\u2019s e em cujo registo de propriedade figura o nome do N\u00facleo, pode ser requisitada por qualquer s\u00f3cio, disponibilidade esta n\u00e3o muito comum (sen\u00e3o \u00fanica), a n\u00edvel dos clubes nacionais similares. <\/p>\n<p> Este grupo franc\u00eas, constitu\u00eddo por homens e mulheres calejados nestas andan\u00e7as fazem-se transportar em 2 CV\u2019s e derivados, que mais parecem verdadeiras m\u00e1quinas agr\u00edcolas (r\u00e1pidas) e s\u00e3o apoiados por tr\u00eas\/quatro jipes e um enorme cami\u00e3o oficina, tamb\u00e9m de trac\u00e7\u00e3o \u00e0s quatro rodas. <\/p>\n<p> De manh\u00e3, subimos \u00e0 Pedra Bela, de onde se abarca a vista do Vale do Ger\u00eas e Barragem da Cani\u00e7ada, bem como, das montanhas vizinhas. Soberbo ! Posteriormente inici\u00e1mos a descida (em direc\u00e7\u00e3o a sul) por um trilho que ostentava uma placa, onde se lia &#8230; \u201ccaminho em mau estado\u201d. N\u00e3o hesit\u00e1mos e enfi\u00e1mos por ele abaixo. Afinal o piso n\u00e3o estava muito degradado, \u00e0parte alguns (pequenos) lagos de lama, sulcos de enxurradas e pedras soltas, tudo coisas facilmente ultrapass\u00e1veis pelos nossos el\u00e1sticos autom\u00f3veis, facto que j\u00e1 n\u00e3o se verificar\u00e1 e sentir\u00e1 a bordo da maioria dos poucos jipes que se aventuram por estes trilhos, como ali\u00e1s podemos constatar ao cruzarmos com uma coluna deles, devidamente empacotados entre dois Land Rover\u2019s da Organiza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o grandes, pesados, desajeitados, rijos e pouco manobr\u00e1veis, tudo \u201catributos\u201d de que os 2 CV n\u00e3o padecem. <\/p>\n<p> Trilho abaixo, trilho acima, cova aqui, cova acol\u00e1, com pontes de madeira \u00e0 mistura, etc., \u00e9 o que se nos depara ao longo do caminho, ladeado de toros de \u00e1rvores cortados pelos madeireiros, escarpas rochosas e cascatas exuberantes. <\/p>\n<p> Assim cheg\u00e1mos \u00e0 Barragem de Venda Nova para mais&#8230; um piquenique e sob uma temperatura muito mais amena. \f <\/p>\n<p> Novamente na estrada, em direc\u00e7\u00e3o a Sul, pass\u00e1mos por Cabeceiras de Basto, atravess\u00e1mos aldeias semi-adorme\u00e7idas, at\u00e9 que subimos, mais uma vez, \u00e0 Senhora da Gra\u00e7a, subida sempre espectacular pela sua inclina\u00e7\u00e3o e curvas, embora o recente alargamento da estrada e coloca\u00e7\u00e3o de rail\u2019s de protec\u00e7\u00e3o lhe tenha tirado muito do \u201cfrisson\u201d que tinha anteriormente. No topo, estava um mar de gente e um quase engarrafamento, pelo que nem par\u00e1mos e inici\u00e1mos logo a descida, optando por um trilho j\u00e1 nosso conhecido, onde s\u00f3 se v\u00eaem rastos de tractores e de lagartas dos caterpillar\u2019s florestais. No ar, suavemente e apesar do frio do fim de tarde, planavam dois \u201dfuriosos\u201d do para-pente. <\/p>\n<p> Este tro\u00e7o, apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o inclinado como os precedentes, obriga a muita condu\u00e7\u00e3o e por vezes bem r\u00e1pida, afim de se evitarem atascan\u00e7os nas aut\u00eanticas lagoas de lama preta, que por vezes s\u00e3o bem longas. <\/p>\n<p> Entrados na Serra do Alv\u00e3o, vindos de Norte e em direc\u00e7\u00e3o a Vila Real, pass\u00e1mos junto \u00e0 aldeia de Lamas de Olo, que tem uma pequena barragem a sudoeste e que \u00e9 um s\u00edtio lind\u00edssimo. Predomina a pedra nas constru\u00e7\u00f5es da aldeia, que est\u00e1 implantada numa encosta virada a Sul\/Poente e junto \u00e0 qual o gado bovino pasta de uma forma livre e pachorrenta.<\/p>\n<p> Passada Vila Real, j\u00e1 era noite cerrada, cansados mas a pensar j\u00e1 no pr\u00f3ximo Eco-Raid, inici\u00e1mos ent\u00e3o a viagem de regresso, que no caso do relator terminaria em Lisboa, por volta da meia-noite e 400 kms depois. <\/p>\n<p> Quem disse que os 2 CV s\u00e3o lentos ? <\/p>\n<p> Lisboa, 2002\/02\/02<br \/> Luis F. Gouveia <\/p>\n<p> <a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/n2cv\/Coimbra_Portugal.html\"><span style=\"color: #0000ff; font-family: Verdana; font-size: xx-small;\">Visita la Web del Club, pincha aqu\u00ed.<\/span><\/a><\/p>\n<p>.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-147\" src=\"https:\/\/www.doscaballos.org\/wp-content\/uploads\/2003\/02\/planeta.clix.pt_nucleo2cvlisboa_images_coimbra.jpg\" alt=\"Logo Club\" align=\"left\" hspace=\"5\" width=\"0\" height=\"0\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El N\u00daCLEO 2CV DE COIMBRA ha tenido la gentileza de enviar su bolet\u00edn informativo correspondiente al mes de Febrero, para conocimiento sobre las actividades de este Club, en especial sobre Eco-Raide Picos de Portugal Ger\u00eas-2003<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-concentraciones-2cv"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doscaballos.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}